Filme mostra importância de mães para trajetória de artistas

Negotinho e Dona Vera nos bastidores das gravações do filme que vai contar um pouco de suas histórias de vida
Divulgação

“Acima de mim só Deus e minha mãe”. Essa frase, dita pelo rapper Negotinho é sobre a mãe dele, dona Vera, mas poderia representar várias mães brasileiras. O filme Minha Fortaleza, os filhos de fulano, dirigido pela cineasta Tatiana Lohmann, mostra a realidade de muitas famílias que têm as mães como responsáveis pelo sustento da casa.

O documentário lança uma “lente de aumento” em dois casos de mães solo e seus filhos, que se tornaram artistas. Uma das histórias é a de Negotinho e Dona Vera. Ela cuidou do filho sem a presença do pai dele. Sempre trabalhou firme para não deixar faltar comida em casa e cedeu parte de sua casa para que o filho criasse um espaço cultural na periferia. O local ganhou o nome de Espaço Cultural São Mateus em Movimento.

Negotinho diz que a mãe dele sempre esteve presente e participando de suas ideias artísticas: “Sempre moramos no extremo leste. As coisas sempre foram muito precárias. Ainda mais nos anos 90. Mas ela sempre veio me apoiando nas coisas que eu vinha fazendo. Eu comecei a cantar rap, praticar capoeira e a partir de então me inseri totalmente na cultura e ela acabou se envolvendo também”.

Ele diz que quer “trazer uma reflexão” com o documentário. Para ele, a mensagem mais importante é mostrar que “independente do poder aquisitivo, o que vale é a presença e o amor”. Segundo ele, o filme é “uma mensagem de carinho” a respeito de mães fortes e que fizeram muita diferença na vida de seus filhos.

— Eu me senti abandonado pelo meu pai e pelo poder público. Na escola, eu era sempre o causador de tudo. Minha mãe sempre esteve comigo e em cima de mim para que fosse para a escola.

Dona Vera diz que recebeu a notícia de que sua história ao lado de Negotinho ia ganhar as telas de cinema pelo seu filho. Ela diz que achou a ideia “muito bacana, muito legal”.

— Eu me sinto bem pela trajetória de vida dele. Ele não se envolveu com a droga e com a criminalidade. Sou realizada.

O convite para que os dois participassem do filme veio do rapper e ator Fernando Macário, que também terá sua história e de sua mãe contada no documentário. Os dois músicos, segundo Negotinho, se conhecem há muito tempo e tem histórias de vida bem parecidas.

Fernando Macário e Dona Edith nos bastidores das gravações do filme que vai contar um pouco de suas trajetórias
Divulgação

Macário também foi criado apenas pela sua mãe: Dona Edith, que adotou o músico quando ele tinha apenas oito meses de vida. Naquela época, ela nem imaginaria que aquele menino com vários problemas de saúde se tornaria rapper e faria grandes trabalhos como ator, como foi o caso do filme Carandiru e Ensaio Sobre a Cegueira.

— Eu tinha problemas de saúde e com tratamento dela, sanou o problema. A importância dela é indescritível. Ela é uma base. Dentre as coisas boas e ruins, eu sempre tive um voto de gratidão perante a ela. Eu nunca poderia dar uma decepção para ela. Não seria justo eu ser preso, ou sei lá, algo que quebrasse esse voto [de confiança].

Dona Edith conta que cuidava de Macário para a mãe biológica dele, assim como fazia com várias crianças. Porém, a mulher não apareceu mais depois de um tempo e ela começou a cuidar da criança. Ele, segundo ela, tinha várias feridas pelo corpo e os médicos não conseguiam descobrir o que ele tinha. Foi então que ela mesma resolveu curar o bebê dando um banho três vezes por dia nele e passando uma pomada caseira, feita com enxofre. Ela diz que pensou “vou fazer na minha moda”. E deu certo. “Sarou tudo e nem sinal ficou”, diz ela.

Macário diz que “a criação dela foi de puro empenho” e que não tem como dimensionar a importância de sua mãe na sua vida. “Ela é extremante importante para mim. Somos muito ligados, independente da genética. O universo tem essas pegadinhas. Eu tenho uma ligação espiritual com ela”, diz ele. O filme, segundo Macário, mostra que as histórias dos dois músicos e de suas mães não são “fatos isolados” e “incomuns”.

— Além de uma homenagem, eu quero dar um grito ao mundo para que as pessoas têm que valorizar as suas mães. A minha história não é uma história isolada.

Dona Edith diz que ficou “muito satisfeita” com a homenagem do filho e que se sente “feliz” por ver que todo o seu trabalho e tudo o que ela fez por ele, “deu certo”. O filme tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2017.

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Bando assalta joalheria em shopping de São Paulo

Uma joalheria do Shopping Center Norte, na Vila Guilherme (zona norte de São Paulo), foi assaltada neste sábado (29) por um bando armado, segundo informações da Polícia Militar.

Uma funcionária da loja foi feita refém e levada pelos ladrões no carro utilizado para a fuga. A mulher foi liberada sem ferimentos minutos depois na alça de acesso para a Ponte das Bandeiras, também na zona norte.

A Polícia Militar não informou quais objetos foram roubados nem se algum suspeito foi preso. O caso será investigado pelo 20º DP.

Em comunicado, a administração do shopping confirmou o assalto e disse que os seguranças do local foram acionados imediatamente. Segundo o centro comercial, não houve feridos e o shopping está operando normalmente.

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Falta de medicamento essencial afeta milhares de transplantados em São Paulo

Pacientes aguardavam sem previsão sobre a chegada do remédio
Reprodução Facebook

Pacientes que fizeram transplante e que necessitam há anos de uma medicação constante para evitar o processo de rejeição do órgão passaram por um sufoco angustiante neste mês. Foram 20 dias de distribuição interrompida e informações desencontradas. Só no Estado de São Paulo 15 mil pessoas foram prejudicadas.

A entrega do tacrolimo, um dos principais medicamentos de uso contínuo para transplantados, que é distribuído pelo programa do governo CEAF (Componente Especializado da Assistência Farmacêutica), por conta do alto custo, ficou indisponível por vários dias.

Entre os dias 7 e 17 de outubro, a tacrolimo, nas apresentações de 1mg e 5mg, esteve em falta nas unidades de distribuição de remédios de alto custo da Secretaria Estadual de Saúde, segundo as reclamações de pacientes ouvidos pelo R7.

Na Vila Mariana, na zona sul da capital, os pacientes tiveram que aguardar até três horas na sala de espera da Farmácia de Medicamentos Especializados, na semana passada, e voltaram para casa sem o medicamento ou uma explicação sobre a falha no abastecimento. Uma paciente definiu como “exaustiva” a espera. A unidade, na avenida Altino Arantes, fica próxima do Hospital ao Rim, maior centro de transplantes do Estado.

A professora universitária Elisabeth Pinheiro, de 54 anos, recebeu um rim de doador vivo, o próprio irmão, há 11 anos, e sempre teve que usar o tacrolimo diariamente. No começo, eram 18 mg por dia e agora são 2mg. O medicamento sempre foi fornecido pelo Estado e até este mês nunca tinha faltado, segundo a paciente.

Elisabeth mora em Lorena, no interior do Estado, e viaja uma vez por mês até a capital para retirar o medicamento com doses contadas. “Fui no dia 7 e não tinha. Os dias foram passando e nada dele chegar. Fui ver como era pra comprar, e constatei que, além de caro, era muito difícil porque não é vendido em loja física só pela internet”, disse.  O preço encontrado pela professora era em torno de R$ 1.800, com 50 cápsulas de 5mg.  A professora ficou sem o remédio que deveria ser fornecido pelo governo. “Depois do transplante, recebemos ordens médicas para seguir fielmente as prescrições. Até assinamos uma espécie de termo de compromisso em relação a isso”, disse. Sem o remédio, a imunidade do paciente cai e a saúde fica em risco. “Em 11 anos, nunca aconteceu um problema dessa magnitude. Já chegou a faltar, mas sempre no dia seguinte já era resolvido. Desta vez foram 10 dias sem este medicamento essencial. Eu ligava para a farmácia e ninguém atendia ou só dava ocupado ”, disse.

As idas e vindas para saber se o remédio chegou também impactam na vida do paciente transplantado. “Com a falta do medicamento por muitos dias, as voltavam na farmácia de alto custo e passavam um longo período expostas a contaminantes variados numa sala lotada. Temos a imunidade mais baixa que a da maioria da população e ficar durante horas em um lugar fechado cheia de gente imunossuprimida é perigoso. É uma soma de situações inadequadas”, disse.

Outro lado

A Secretaria Estadual de Saúde confirmou que o remédio para pacientes transplantados estava em falta e responsabilizou o Ministério da Saúde, que compra os medicamentos e repassa para os estados.

“O Núcleo de Assistência Farmacêutica esclarece que a compra e distribuição aos estados do medicamento Tacrolimo – nas dosagens 1mg e 5mg –  é de competência do Ministério da Saúde, que atrasou em mais de 20 dias a entrega, o que por conseguinte atrasou a grade de distribuição nas farmácias do Estado. As unidades do tacrolimo 1mg, que corresponde a 95% da demanda desse medicamento, chegaram a SP somente em 13 de outubro. O prazo oficial, fixado em portaria ministerial, era 20 de setembro”, diz a nota da secretaria.

Por sua vez, o Ministério da Saúde informou que o medicamento foi comprado, de acordo com a solicitação da secretaria estadual, e enviado em setembro.

“O Ministério da Saúde informa que a distribuição do medicamento  tacrolimo nas apresentações 1mg e 5 mg está regular. O remédio foi enviado a Secretaria de Estado de São Paulo no mês final do mês de setembro para o atendimento do quarto trimestre de 2016. Foram enviadas 5.287.950 unidades de tacrolimo, atendendo toda necessidade solicitada pelo estado.

É importante ressaltar que a aquisição de medicamentos do CEAF (Componente Especializado da Assistência Farmacêutica) é feita de forma centralizada e o envio aos Estados é realizado trimestralmente. Cabe aos Estados, Distrito Federal e aos municípios a responsabilidade por armazenar, controlar estoques e prazos de validade, e também a distribuição e dispensação”, diz a nota do ministério.

A Secretaria Estadual de Saúde completou dizendo que a redistribuição dos medicamentos foi iniciada imediatamente após a chegada do lote comprado pelo governo federal. Na Farmácia de Medicamentos Especializados da Vila Mariana, de acordo com a secretaria, a situação foi normalizada na tarde da segunda-feira (17).

O total de remédios recebidos, ainda segundo a secretaria, é suficiente para atender 15 mil pacientes neste último trimestre do ano.

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Justiça de SP encaminha acusados de agredir mulheres a grupo de reflexão

A juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcante
Divulgação/Tribunal de Justiça

Dezessete homens acusados de violência doméstica inscritos num grupo de reflexão coordenado por psicólogos. Esse foi o resultado da última mega-audiência da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, no Fórum Criminal Barra Funda, em São Paulo.

Intimados pela juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcante, titular da Vara, 38 acusados de agressão contra mulheres foram apresentados ao grupo Masculinidades, que se reúne semanalmente em Pinheiros.

“As mega-audiências tiveram início com o ´Projeto Dialogando para a Paz´ em 2011, quando a Vara foi oficialmente instalada e assumi como juíza titular”, diz Elaine. “Em princípio todos os réus denunciados pelo Ministério Público por algum crime cometido no âmbito doméstico e familiar são intimados a comparecer a audiência coletiva, exceto os réus presos ou os acusados de crimes contra a dignidade sexual.”

A juíza afirma que a participação no grupo tem ajudado na reeducação dos agressores. “Penso que o principal benefício consiste na possibilidade de que os homens repensem seus papéis nas relações de gênero e adotem atitudes e comportamentos que possibilitem relacionamentos familiares e afetivos mais saudáveis”, diz Elaine.

A juíza diz, ainda, que a participação no grupo pode também aumentar o autocontrole ao fazer com que os homens criem “estratégias para gerenciar situações de estresse que desencadeiam a violência”. “Com isso, os índices de violência doméstica poderão ser reduzidos”, afirma Elaine.

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A audiência não dura mais que uma hora. A juíza inicia a sessão revelando aos intimados o motivo de estarem ali. “A participação no grupo não é uma forma de punição. Ela é voluntária”, diz a juíza. “É uma oportunidade para se pensar sobre as relações entre homens e mulheres.”

“Na convocação os homens não sabem qual será o tema da audiência. Descobrem na hora”, afirmou Elaine ao R7 depois do evento. “Isto justamente para que possam ser estimulados a conhecer as atividades dos parceiros e se convencerem da importância da participação.”

Um pouco antes de a juíza entrar no plenário, alguns intimados conversavam entre si, contavam seus casos. Dois deles estavam acompanhados da mulher. Um havia levado a filha pequena. “Isso é comum”, diz a juíza. “Considero positiva a ideia de que a família tenha conhecimento de que o autor de violência passará por um grupo reflexivo ou curso de reeducação familiar.” Com exceção da criança, todos faziam silêncio. A juíza apresenta, então, o promotor, a defensora pública e a equipe técnica que a acompanha na audiência.

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Ela lembra que muitos estão na fase inicial do processo e que, caso ainda não tenham advogados, podem conversar com a defensora. E acrescenta que o envolvimento no grupo, em caso de condenação, pode ser revertido em benefício real, pois ela verá a participação com bons olhos no momento da definição da pena.

Antes de José Luiz Querido, um dos integrantes do grupo Masculinidades começar a falar, os intimados assistem a um curto vídeo. O psicólogo começa então a apresentar o grupo de reflexão com uma provocação. “Machismo mata. E não mata só mulheres, mata nós homens também”, diz, antes de apresentar dados que indicam que os homens são as maiores vítimas de homicídio e de suicídio.

José Luiz afirma então que o machismo vem também da educação que os homens receberam — principalmente os mais velhos. Explica rapidamente como funciona o grupo, afirma que a única coisa que é passada para a juíza é a frequência nas reuniões. E passa o horário e o local em que o grupo funciona.

Quando Elaine começa a chamar um a um os convocados para que eles digam para uma equipe do tribunal se querem ou não participar do grupo, alguns dos acusados começam a conversar, em voz baixa, entre si. Alguns dizem que não poderão por causa do horário, fazem a conta de que horas chegarão em casa, do tempo que terão para dormir até a manhã seguinte. Outros apenas contam o próprio caso aos conhecidos.

Além do grupo Masculinidades, ligado ao Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, a Justiça possui uma parceria semelhante com a Polícia Civil de São Paulo. “Quando a Academia de Polícia participa este número aumenta, já que muitos homens não participam do grupo por motivo de trabalho”, diz a juíza.

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Temperatura de SP deve variar 14ºC nesta quarta-feira

A quarta-feira começou com madrugada fria e vai esquentar
J. Duran Machfee/Futura Press/Estadão Conteúdo

Esta quarta-feira, 28, promete ser mais um dia de “efeito cebola” para os paulistanos. Com mínima de 13ºC registrada de madrugada, a cidade de São Paulo deve esquentar ao longo dia até a temperatura atingir 27ºC à tarde, segundo informações do Climatempo.

A variação de 14ºC deve acontecer por causa do afastamento de uma massa de ar polar trazida por uma frente fria no fim de semana e também pelo sol forte. Não há previsão de chuva, de acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências). A capital deve registrar temperatura máxima entre meio-dia e 14h.

O Climatempo informa, ainda, que uma nova frente fria deve avançar pelo litoral de São Paulo, mas sem muita força. A quinta-feira (29) deve amanhecer com sol, mas a tendência é que a nebulosidade aumente durante o dia. A temperatura, no entanto, vai permanecer instável, com mínima de 14ºC e máxima de 28ºC.

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Marte, lugar para viver em até cem anos

Com um foguete gigante, acoplado a uma espaçonave maior ainda – que juntos alcançam 122 metros de altura e têm a capacidade de carregar 100 passageiros -, o bilionário Elon Musk pretende iniciar a colonização de Marte.

Sonho distante? Não pelos planos mirabolantes do engenheiro empreendedor que criou o motor Tesla (para automóveis elétricos) e foi cofundador do PayPal. Em apresentação do modelo de veículo espacial, desenvolvido pela sua empresa SpaceX, ele afirmou que será uma viagem possível nas próximas décadas, com uma jornada de apenas 80 dias. E, a partir dessa viagem, será possível construir uma cidade autossustentável em Marte de 40 a 100 anos.

O plano foi apresentado ontem, durante o Congresso Astronáutico Internacional em Guadalajara (México). “Temos duas possibilidades para o futuro. Uma é ficarmos para sempre na Terra e, em algum momento, um evento de extinção vai ocorrer. Outra é que nos tornemos uma civilização multiplanetária”, disse, atiçando o público no início de sua apresentação.

No sonho de Musk, isso um dia será possível ao preço de uma casa mediana nos Estados Unidos – US$ 200 mil (cerca de R$ 650 mil na cotação atual). Mas, por enquanto, estamos falando de algo em torno de US$ 10 bilhões por pessoa.

Viabilizar essa “popularização” da viagem espacial, disse ele, é a razão pela qual junta dinheiro em suas múltiplos negócios tecnológicos (energia renovável, carro elétrico, transporte espacial). “Ao mostramos que isso é possível, que é um sonho real, acho que poderemos dar as condições para que se torne uma bola de neve com o passar do tempo. O principal motivo pelo qual eu acumulo recursos é para financiar isso”, disse.

Mas alertou que os primeiros a vencerem a jornada terão de estar preparados para morrer. “Quem deveriam ser as pessoas a carregar a luz da humanidade para Marte por todos nós?”, indagou alguém na plateia. “Acho que as primeiras viagens serão realmente perigosas. O risco de fatalidade será alto. Simplesmente não há maneira de contornar isso. Você está preparado para morrer? Se tudo bem para você isso, então você é um candidato”, respondeu Musk, para depois contemporizar. “Mas não se trata de quem chegará primeiro. O que importa é criar uma civilização autossustentável em Marte o mais rapidamente possível.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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