Dois ônibus e um caminhão são incendiados no Rio

Dois ônibus e um caminhão foram incendiados por manifestantes durante ato que interditou parcialmente os dois sentidos da avenida Brasil, na altura da Vila Kennedy, em Bangu (zona oeste do Rio), no início da noite deste sábado. Os bombeiros foram chamados para combater as chamas. Até as 21 horas não havia registro de feridos nem de confrontos com a polícia durante essa manifestação.

O protesto começou depois de uma operação policial realizada na comunidade, que dispõe de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde maio de 2014.

Durante a operação deste sábado, a PM apreendeu numa área da Vila Kennedy, conhecida como Progresso, 687 trouxinhas de maconha e 400 de papelotes de cocaína. Segundo a PM, ninguém foi detido. Horas depois, uma base da UPP do bairro foi atacada a tiros. Houve revide e dois suspeitos foram baleados. Eles foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Kennedy.

O protesto que interditou a avenida Brasil começou logo depois. O policiamento foi reforçado na região.

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Campanha aplica mais de 432 mil doses de vacina no Estado de SP

Vacinação prossegue até o próximo dia 30
Gabriel Rosa/SMCS

Desde o início da campanha de multivacinação, na última segunda-feira (19) até às 15h deste sábado (24), foram aplicadas 432,3 mil doses de vacinas em crianças com cinco anos, pré-adolescentes e adolescentes com idade entre 9 e 15 anos em São Paulo, segundo o balanço parcial do governo do Estado.

Neste sábado, o Dia D da campanha contou também com a atualização das cadernetas de vacinas. A multivacinação prossegue até o próximo dia 30.

Em todo o Estado, o atendimento ocorre em 5.325 postos de saúde fixos e volantes, com a mobilização de 34 mil profissionais do setor.

A imunização é feita com o uso de 13 tipos de vacinas contra 18 doenças: BCG, que protege contra a tuberculose; rotavírus, contra um dos principais agentes causadores de diarréia; poliomielite, contra a paralisia infantil; pentavalente, contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenza tipo b (Hib); pneumocócica conjugada 10-valente; meningocócica conjugada C; trivalente, contra sarampo, caxumba e rubéola; além das vacinas contra febre amarela, gripe, varicela, hepatite A e a vacina contra o HPV, que previne o câncer de colo de útero e verrugas genitais.

Por meio de nota, a diretora de Imunização da Secretaria de Saúde, Helena Sato, considerou satisfatório o comparecimento do público.

— Esperamos que, durante esta próxima semana de campanha, seja possível atingir um número ainda maior para melhorar a cobertura vacinal e, assim, garantir a imunização.

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Não é porrada nem bomba, é tiroterapia

Tiroterapia é opção para aliviar a tensão
Eduardo Enomoto/R7

Coração acelerado, nervosismo, tensão, arma na mão, dedo no gatilho e pá! Um tiro surdo numa sala acinzentada, abafado pelos protetores de ouvido, mas que ainda retumba no peito. Nas mãos, uma The Judge (O Juíz, em tradução livre) — um nome emblemático —, calibre 36. Prateada, potente, brilhava e exigia respeito. Um tambor remetia à imagem das armas clássicas vistas pela televisão. Primeiro tiro da vida. No alvo, um rombo na altura da orelha de pelo menos 10 cm. Sorriso de canto de boca, mãos tremulas: “Acertei”.

Essa é a descrição da experiência da reportagem do R7 em uma sessão de tiroterapia, no Clube de Tiro ADC, no Jabaquara, na zona sul de São Paulo. Uma pequena porta “esconde” um mundo restrito àqueles que amam armas ou que desconstruíram a imagem de violência do equipamento em busca de alívio para o estresse. É descendo bala em alvos móveis e fixos que mais de 300 associados descarregam a tensão e frustração ou praticam o tiro como esporte.

A entrevista continua no estande de tiro. Cada disparo uma piscada forte. Um dia deve acostumar. Quente e frio não é brincadeira de criança no local e não acatar os comandos pode custar uma vida. Quando não há ninguém na pista (área de alvos), vozes ecoam: “pista quente”, e começam a pipocar disparos. Se alguém vai trocar o alvo ou realizar alguma outra tarefa que exija entrar na linha de tiro, todos gritam: “pista fria”. Todos respeitam, nenhum titubeia.

A segurança do local é reforçada. Lembra os portões das penitenciárias. Grossos, eletrônicos, com ar de segurança reforçada. E não seria para menos. É no clube também que muitos atiradores guardam seus arsenais, uma vez que não possuem porte de arma.

Não é todo mundo que pode se associar. A indicação é o primeiro passo. Após o preenchimento de um questionário por e-mail, o interessado tem sua vida passada a limpo. A “capivara” tem que estar em dia. A visita ao clube é a próxima etapa. Aceito, o associado paga uma mensalidade de R$ 100 e, ao menos, R$ 1,60 por bala usada. As armas são emprestadas. Tem de tudo, mas a queridinha é a Glock, de fabricação austríaca. A belezinha pode chegar a custar R$ 21 mil, mas, quem gosta e tem dinheiro, paga.

Quem tem cacife também pode passar o dia atirando. Tem associado que deixa R$ 2.000 em bala no local. Não é incomum usarem fotos de desafetos como alvos, o que pode parecer sádico, mas sadismo não é crime, seguimos.

Apesar da mensalidade “justa”, a maioria dos frequentadores tem alto poder aquisitivo. São médicos, políticos, policiais civis do alto escalão. Ao menos 20% são mulheres, que buscam armas como forma de defesa e nem tanto como terapia.

Preconceito

Maluf procurou a tiroterapia depois que terminou um namoro
Eduardo Enomoto/ R7

A maior dificuldade narrada pelos frequentadores é o preconceito. A desconstrução da figura da arma, que, para boa parte da população, remete automaticamente à violência, é um desafio.

Num País em que não existe a cultura armamentista, o assunto é um tabu. Mas não é para menos. O Mapa da Violência feito pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais aponta que ao menos 45 mil pessoas morreram por arma de fogo em 2014 no Brasil.

Mas o perfil das vítimas (homens, jovens e negros) está longe de ser o dos frequentadores de clubes de tiros. É outra questão, mas o aumento contínuo do número de mortes pode explicar o ranço da maioria dos brasileiros, que decidiu, em 2005, a favor da proibição da venda de armas de fogo.

As pessoas com quem a reportagem conversou são a favor do direito de qualquer cidadão sem antecedentes poder ter uma arma. Mas há quem deixe de lado a vontade de ter um “ferro”, mesmo sendo apaixonado por atirar.

O empresário Luiz Maluf, de 27 anos, entoa o coro contra o desarmamento, mas pondera caso pudesse ter legalmente uma arma.

— Ela [arma] perde a conotação de terapia e ganha outro sentido. Mesmo com porte, eu não sei se teria uma. Eu não vejo necessidade.

Maluf foi parar na tiroterapia após uma desilusão amorosa há quatro anos. Tirou seus dedos dos copos de bebida e os colocou em armas. E foi dando tiro que descontou sua tristeza em cada alvo colocado à sua frente.

Assim como ajuda a curar corações despedaçados, a tiroterapia também une casais. O médico L.R.A., de 33 anos, se tornou aficionado por armas há um ano e vai até o estande de tiro com a namorada.

— Quando você coloca algo letal entre o casal o respeito cresce. Além disso, conversamos muito sobre o assunto. Vira um hobby.

Mas a paixão pela namorada parece ser dividida com sua arma preferida, que não sai do colo durante a entrevista e a qual ele faz questão de emprestar à reportagem.

L. quer que o brasileiro tenha o direito de escolher se quer ou não ter uma arma, mas nem sempre foi assim. O médico era a favor do desarmamento e votou contra a legalização da venda das armas no referendo.

— Comecei a ver que a questão não é o objeto, e sim a conduta da pessoa. Se a pessoa quiser cometer um crime e ela não tiver uma arma ela vai arrumar qualquer outra coisa. É melhor focar em educação do que só cercear a liberdade

Quanto a eficiência da tiroterapia, a reportagem acredita que é melhor ir mais de uma vez ao estande de tiro para ver se a tensão fica por lá. Ver uma arma é diferente de pegá-la e apertar seu gatilho, por isso, fatores que tencionam, como o excesso de armas e o barulho dos tiros em sequência, pode deixar o “paciente” mais agitado do que quando entrou.

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Mesmo barrada na Comissão de Educação, Escola Sem Partido pode prosperar em São Paulo

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Estudantes fizeram manifestação na Alesp contra o projeto
Giorgia Cavicchioli/R7

Mesmo após ter sido barrado na Comissão de Educação e Cultura da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), o projeto da Escola Sem Partido ainda pode ser aprovado em São Paulo. Isso porque ele será discutido na Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento.

No último dia 25 de agosto, um grupo de estudantes se manifestou na Assembleia contra o projeto. Durante uma performance artística, eles criticaram a forma como temas importantes podem ser tratados caso o projeto prospere. Eles falaram sobre machismo, racismo, homofobia e afirmaram que o professor estaria sofrendo com uma censura prévia sobre os temas.

Foi feita uma encenação em frente à Alesp de como os alunos acreditam que seria uma aula com a aprovação da escola sem partido. Depois disso, os jovens seguiram acorrentados até o auditório Juscelino Kubitschek.

No mesmo dia, foi entregue uma petição ao deputado Carlos Giannazi (PSOL) com mais de 12 mil assinaturas contra o projeto. Segundo ele, que foi relator dentro da Comissão de Educação e Cultura e é contra a implementação no Estado, o projeto “pode ganhar força” dentro da Alesp.

— [O projeto pode prosperar] se não houver pressão social, principalmente dos estudantes e professores, que serão os maiores atingidos pelo programa. [A Escola Sem Partido] ficou sem uma perna, mas continua caminhando ainda com dificuldade. Agora vamos tentar quebrar a outra perna na Comissão de Finanças.

As petições e o ato foram organizados pela Minha Sampa e Minha Campinas. O coordenador Guilherme Aranha Coelho diz que a mobilização está sendo feita porque “o programa, como um todo, é uma falsa proposta” porque “propõe uma falsa neutralidade” em relação às ideologias ensinadas nas escolas.

É a proposta de uma censura, de um tipo de controle na escola e esse é o perigo. Você vai criar uma forma de perseguir o professor. Em uma estrutura que tem vários outros problemas, vai criar uma falsa solução para um falso problema. A proposta tem uma característica de censura e desrespeito a liberdades individuais e coletivas.

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Polícia envia à Justiça inquérito sobre morte de mulher na frente da filha

As investigações sobre a morte de Christiane de Souza Andrade, de 46 anos, esfaqueada na frente da filha de 7 anos em julho deste ano, foram concluídas e o inquérito policial encaminhado à Justiça. Rojelson Santos Baptista é acusado dos crimes de homicídio qualificado, pela dificuldade de defesa da vítima, e feminicídio, (assassinato por motivo de gênero). Ele teve a prisão temporária convertida em preventiva (sem prazo predefinido).

O crime provocou comoção nas redes sociais por causa da divulgação de um vídeo em que a menina, desesperada, pede socorro e menciona o nome do agressor. As imagens foram gravadas por um cinegrafista amador na porta do Hospital Souza Aguiar, no centro, onde Christiane morreu.

De acordo com as investigações, Christiane caminhava com a filha pela rua Haddock Lobo, no Rio Comprido, região central do Rio, quando foi abordada por um homem. Ela foi atacada por ele com facadas no pescoço quando saía do supermercado com a filha. Christiane foi levada para o Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil informou que testemunhas foram ouvidas e apontaram Rojelson como autor do crime. Uma das pessoas ouvidas disse que a vítima e o preso eram namorados. Dois dias após o crime, Rojelson foi espancado por pedestres. Policiais militares conduziram o acusado até a Delegacia de Homicídios (DH).

Segundo a Polícia Civil, Rojelson foi ouvido e confessou a autoria do crime. Ele teria dito que discutiu com Christiane minutos antes do crime porque ela tinha decidido terminar o relacionamento amoroso. Rojelson disse ter ficado descontrolado e, então, deu duas facadas em Christiane, fugindo em seguida.

A filha da vítima também foi ouvida em entrevista realizada por psicólogos da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), na presença do delegado da DH e de conselheiras do Conselho Tutelar. A criança reconheceu Rojelson como o homem que esfaqueou sua mãe. “Com o objetivo de garantir a tutela necessária à criança, testemunha ocular de um bárbaro crime, ela foi encaminhada para ser auxiliada pela Secretaria Estadual de Direitos Humanos”, segundo nota da Polícia Civil.

O Delegado de Polícia Fábio Cardoso, titular da DH, informou que a pena máxima para o crime de feminicídio é de 30 anos de prisão e destacou a importância da alteração legislativa que introduziu a qualificadora no crime de homicídio, “garantindo a punição adequada e mais severa para quem mata a mulher em razão da sua condição feminina”.

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Mulheres protestam contra governo na Paulista

“Mães pelo Fora Temer” ocupa o vão livre do Masp, na avenida Paulista
Cris Faga/ Fox Press Photo/ Estadão Conteúdo

Um grupo de mães protesta contra o governo do presidente Michel Temer no vão Livre do Masp, na avenida Paulista, na tarde deste sábado (10). O ato, intitulado “Mães pelo Fora Temer”, segue pacífico.

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Arrastão em restaurante no Itaim Bibi termina com um morto

Três assaltantes invadiram o restaurante italiano Vapiano, no Itaim Bibi, na zona sul, na noite deste domingo (4) chegaram a roubar os pertences dos clientes e funcionários, mas foram flagrados pela polícia. Houve tiroteio, um ladrão morreu, outro foi preso e o terceiro escapou.

O trio chegou ao local por volta das 23h30, quando o restaurante já havia fechado as portas — o horário de funcionamento é até as 23h — e restavam alguns clientes. Eles renderam as pessoas e pegaram seus pertences, enquanto um funcionário acionou a Polícia Militar.

Segundo funcionários do restaurante, que pediram para não ser identificados, os bandidos miravam o caixa eletrônico do local. Eles tentaram fugir pela entrada de funcionários, um corredor estreito que fica na lateral do estabelecimento, separada da de clientes. É neste local que um dos homens foi baleado, segundo os funcionários. “O trabalho hoje de manhã foi limpar a sujeira ali”, disse um deles.

Quando a PM chegou, os três estavam saindo e houve tiroteio. Um dos ladrões foi atingido, o segundo se entregou e o terceiro conseguiu escapar. O assaltante baleado foi encaminhado ao pronto-socorro do Hospital São Paulo e não resistiu.

O caso será investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil.

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Gerente de lanchonete em Copacabana chamado de "macaco" denuncia cliente

O gerente de uma lanchonete em Copacabana, na zona sul do Rio, denunciou à polícia uma cliente que o chamou de “macaco” na noite do domingo (4). A mulher foi autuada por injúria racial, crime que pode ser punido com um a três anos de prisão, além de pagamento de multa.

Segundo testemunhas que foram à delegacia apoiar o gerente, a mulher se revoltou com o fato de o banheiro do estabelecimento estar fechado e começou a xingar e a humilhar o funcionário. O caso aconteceu às 20h30 do domingo e a lanchonete estava cheia.

— Ela começou a xingar com palavras agressivas, com agressões verbais de tudo que é forma. Começou a bater no vidro, insistindo em me xingar de ‘macaco’. Lá fora bateu no vidro e me chamou de ‘macaco’ bem alto. A própria colega dela tentou tapar a boca dela, sabendo que ela estava errada – contou o gerente da lanchonete, identificado como Paulo César, à reportagem da TV Globo.

— Eu me senti humilhado, não esperava que isso fosse acontecer no meu próprio local de trabalho, onde trabalho há 12 anos. Isso não deve acontecer com ninguém.

Previsto no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, o crime de injúria racial se caracteriza pela ofensa “da dignidade ou do decoro utilizando elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

Segundo a polícia, a mulher foi autuada por injúria e injúria por preconceito e liberada em seguida.

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