Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, morre na queda de jatinho particular em São Paulo

Acidente avião Casa Verde
NEWTON MENEZES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Corpo de Bombeiros de São Paulo informou a queda de uma avião particular na tarde de hoje (19) na Casa Verde, região norte da capital. Sete pessoas morreram na hora e uma foi socorrida no pronto-socorro da Santa Casa de São Paulo com ferimentos leves. 

O proprietário do avião é o empresário Roger Agnelli, 56 anos, ex-presidente da Vale morreu no acidente. A mulher Andreia, a filha Carolina e o filho João com a sua namorada também morreram no acidente. A outra vítima fatal foi o piloto que não teve o nome divulgado. A aeronave era um monomotor turbohélice, modelo CA-9, prefixo PR-ZRA.

O acidente foi na rua Frei Machado, 110, no Jardim São Bento, na Casa Verde, ao lado da cabeceira da pista de decolagem do aeroporto Campo de Marte. O acidente aconteceu cerca de um minuto depois da decolagem, o avião ia para o Rio de Janeiro, onde a família Agnelli iria participar de um casamento.

A queda do jatinho provocou um incêndio que atingiu várias casas na rua quando o combustível se espalhou. O acidente aconteceu às 15h20. 

Segundo testemunhas, ocorreram pelo menos cinco explosões. Uma enorme coluna de fumaça escura se formou no local. 

A aeronave foi comprada em dezembro de 2012 e tinha capacidade para sete pessoas e tranporte de até 3.900 quilos. Na hora da queda, o avião tinha cerca de 1.000 litros de combustível. Quinze viaturas e 45 bombeiros trabalharam no local.

O avião caiu na garagem de um sobrado de três andares e, segundo os bombeiros, há risco de desmoranamento da residência. 

Os seis moradores que estavam na casa ouviram o barulho do avião caindo e fugiram. Alguns carros que estavam na garagem foram destruídos.

Veja imagens do acidente:

 

 

Morador descreve detalhes de queda de avião em São Paulo: “Tava pegando fogo na rua inteira!”: 

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Obra de Alckmin contra crise hídrica está travada

Obra de Alckmin está travada
Marco Ambrosio/Estadão Conteúdo

Uma das principais obras do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para evitar nova crise hídrica em São Paulo está travada por questões ambientais. Parecer elaborado pela Fundação Florestal afirma que o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) feito pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) sobre a transposição do Rio Itapanhaú para o Sistema Alto Tietê não dimensiona o real impacto da obra na região preservada nem aponta medidas de redução de danos.

A obra, que vai transpor por tubos até 2,5 mil litros por segundo do Ribeirão Sertãozinho, formador do Itapanhaú, para a Represa de Biritiba-Mirim, atinge um dos poucos remanescentes de Mata Atlântica do Estado: os núcleos Bertioga e Padre Dória do Parque Estadual da Serra do Mar, o Parque Estadual Restinga de Bertioga, a APA (Área de Proteção Ambiental) Marinha Litoral Centro e a APA Várzea do Tietê. São regiões consideradas sensíveis e de enorme variedade de vegetação, incluindo florestas, restinga e mangues. Ali também estão presentes diversas nascentes.

O parecer entregue no começo do ano à Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), responsável por liberar a obra, aponta que o EIA não dá condições para prosseguimento do licenciamento. “São ainda desconhecidos e incalculáveis os efeitos da transposição do Rio Itapanhaú e de sua consequente redução de vazão, que provocará o avanço da cunha salina”, aponta o documento, assinado pela assessora técnica Lélia Marino.

“Em face não só da insuficiência de informações ambientais imprescindíveis para sustentar a previsão de impactos do EIA, mas também da falta de propostas de ações mitigadoras para muitas das alterações previstas pelo próprio empreendedor, conclui-se que o estudo apresentado deixa de cumprir seu objetivo de avaliar as consequências ambientais da realização das obras”, continua. E conclui: “Em que pese o caráter de relevância, emergência e excepcionalidade de que se reveste o projeto apresentado, essa insuficiência de informações impossibilita também propor que sejam impostas ao empreendedor condicionantes para a emissão de licença prévia”.

O texto foi encaminhado à Cetesb, que deve analisar o pedido de licenciamento ambiental, pelo então diretor da Fundação Florestal Luiz Fernando Rocha (ele deixou o cargo na quarta, atendendo à decisão do Supremo Tribunal Federal de que membros do Ministério Público não podem ocupar outra função pública).

Conforme o Estado apurou, 15 dias depois, em 26 de janeiro, Rocha, a secretária do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, além de técnicos da Cetesb e da Sabesp foram convocados para uma reunião no Palácio dos Bandeirantes para tratar da obra.

Grupo de trabalho. Em 2 de fevereiro, foi criado um grupo de trabalho para reanalisar o EIA e informações adicionais fornecidas pela Sabesp, que divulgou três relatórios complementares após o parecer da fundação. O promotor Ricardo Castro, do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público Estadual, acompanha o processo de licenciamento e disse que aguarda o novo parecer. “Ainda não houve o convencimento da viabilidade ambiental da obra”, disse.

A Secretaria do Meio Ambiente, à qual a Fundação Florestal é subordinada, informou por meio de sua assessoria de imprensa que o parecer apresentado era inicial e não foi “contrário à obra, mas a alguns aspectos de sua execução”. Segundo a nota, isso é uma ocorrência comum em qualquer tipo de empreendimento em processo de licenciamento. “A partir deste parecer, o empreendedor apresentou novas informações e foi criado um grupo de trabalho para seguir a análise do processo.”

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Guardas municipais e fiscais da CET batem boca com motoristas na travessia Guarujá-Santos

Motoristas que precisam pegar a balsa para fazer a travessia Guarujá-Santos, no litoral sul de São Paulo, estão passando por um constrangimento desnecessário. Membros da Guarda Municipal e fiscais da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) do Guarujá estão abordando os motoristas com gritos e xingamentos.

A situação, que foi constatada por um carro de reportagem da Rede Record, gerou acaloradas discussões entre motoristas e autoridades. Por conta da má sinalização, que impossibilita a vizibilidade das placas à noite, vários motoristas pegam a pista da direita no caminho para a balsa, no lugar de aguardarem do lado esquerdo. Quando os carros tentam fazer a transição e voltarem para a fila, os guardas são ríspidos e abordam os cidadãos de forma descortês, além de causar mais confusão do que resolverem o problema.

Procurada pela reportagem do R7, a Dersa, companhia responsável pela travessia da balsa, explica que a responsabilidade pela orientação dos motoristas do lado do Guarujá é feita por uma força-tarefa que reúne membros da Guarda Municipal da cidade e também da CET.

De acordo com o atendimento da força-tarefa, essas confusões são frequentes e têm início por conta dos motoristas quem tentam furar a fila. Os motoristas são retirados e, em alguns casos, até mesmo levados para a delegacia. A Guarda Municipal desconhece casos de discussão em que os guardas tenham constrangido motoristas.

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Com chuva forte, prefeitura coloca Rio em estágio de "crise"

O Rio entrou em estágio de crise, o maior da escala, por causa da forte chuva que cai em vários bairros, conforme boletim do Centro de Operações da Prefeitura divulgado às 20 horas. Segundo o boletim, o estágio de crise se deve “à atuação de núcleos de chuva forte e muito forte nas Zonas Norte, Sul e parte da Zona Oeste da cidade do Rio”.

“A previsão para as próximas horas é de chuva forte, ocasionalmente muito forte, nessas regiões. Estão com o nível de escorregamento médio as bacias da Zona Sul e da Baía de Guanabara (bairros da região do Centro)”, diz o boletim.

Segundo a TV Globo, por causa do estágio de crise, foram disparadas 39 sirenes de alerta em 15 favelas da zona norte e do centro, por causa do risco de deslizamentos.

“Estamos com um volume de chuvas muito grande no maciço da Tijuca. Portanto moradores ou pessoas que se deslocam para as Zonas Norte e Sul da cidade devem evitar sair de casa até que a situação melhore”, escreveu o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), em suas contas nas redes sociais Twitter e Instagram.

Na escala do Centro de Operações da Prefeitura, o estágio de crise é o terceiro nível em uma escala de três e significa “chuva forte a muito forte nas próximas horas, podendo causar alagamentos e deslizamentos”.

Segundo a Prefeitura, o temporal castiga principalmente o centro, a zona sul e a zona norte. Até 20h15, o maior acúmulo de chuva foi detectado na favela da Rocinha, favela localizada entre a Gávea e São Conrado, na zona sul. O boletim do Centro de Operações da Prefeitura explica que o temporal se deve à chegada ao Estado do Rio de uma frente fria.

O Centro de Operações da Prefeitura fechou a Via Binário e as ruas nas imediações da Praça da Bandeira, na zona norte, por causa de alagamentos. A Via Binário liga a Rodoviária ao centro e foi construída nas obras de revitalização da região portuária, em curso na preparação para a Olimpíada de 2016.

A Praça da Bandeira, tradicional local de alagamentos no Rio, foi um dos pontos da zona norte que recebeu a instalação de piscinões para coibir inundações, como parte do pacote de obras da Prefeitura para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016. A Praça da Bandeira está a cerca de 2 quilômetros do Estádio do Maracanã.

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Flórida marcha por agente do FBI desaparecido no Irã

Familiares e colegas de um ex-agente do FBI que desapareceu no Irã nove anos atrás durante uma missão da CIA participaram de uma marcha neste sábado na Flórida, na qual expressaram raiva e decepção por ele não estar na troca de prisioneiros acertada com Teerã em janeiro.

Centenas de pessoas se reuniram em uma marcha dedicada a Robert Levinson, 67 anos, que desapareceu da ilha Kish, no Irã, em março de 2007. Uma investigação conduzida pela agência Associated Press em 2014 revelou que ele trabalhava para a CIA em uma missão de inteligência não autorizada para colher informação sobre o programa nuclear iraniano.

Se Levinson continua vivo, ele teria sido mantido em cativeiro por mais tempo que o então jornalista da AP, Terry Anderson, que ficou por mais de seis anos detido em Beirute, nos anos 80.

Diferentemente de Anderson, o paradeiro de Levinson e seus captores permanece um mistério. Autoridades norte-americanas acreditam que o governo iraniano esteja por trás do desaparecimento, o que foi negado por Teerã. Fonte: Associated Press.

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Bairros vão à Justiça contra zoneamento

Insatisfeitos com a versão final do projeto que revisa o zoneamento das ruas de São Paulo, ao menos 17 associações de moradores se mobilizam para ingressar na Justiça com uma ação civil pública contra a nova lei. A intenção é frear o aumento do comércio nos bairros exclusivamente residenciais e assegurar o cumprimento das diretrizes urbanísticas definidas pelo Plano Diretor.

Os grupos alegam que o texto aprovado no mês passado por 45 dos 55 vereadores não foi devidamente discutido com a população, uma vez que sua publicação no Diário Oficial da Cidade aconteceu poucas horas antes de ser votado no plenário da Câmara Municipal e sem que fossem divulgadas as atualização feitas no mapa. Além disso, essa última versão ainda recebeu remendos de parlamentares tanto da base aliada como da oposição. Após a votação, outras 24 emendas foram aprovadas em separado.

Moradores insatisfeitos com a versão final do projeto que revisa o zoneamento das ruas de São Paulo protestam nas ruas da cidade; associações de bairro vão à Justiça contra a lei.

Moradores insatisfeitos com a versão final do projeto que revisa o zoneamento das ruas de São Paulo protestam nas ruas da cidade; associações de bairro vão à Justiça contra a lei.

Segundo o jurista Adilson Dallari, há jurisprudência favorável a esse tipo de ação no Tribunal de Justiça de São Paulo. “Legislação urbanística não pode ser feita em gabinete.

A Constituição exige ampla participação popular. Essa lei de zoneamento até que começou bem, com a realização de audiências públicas, mas foi atropelada no final, com muitas mudanças de última hora e algumas delas para atender a interesses que não são da coletividade”, diz.

Completa a lista de argumentos das associações o fato de o projeto de lei que revisa os tipos de uso e ocupação do solo da capital ferir uma série de artigos do atual Plano Diretor, também elaborado pela gestão Fernando Haddad (PT). Esses dispositivos impedem, por exemplo, as mudanças que possibilitaram uma ampliação na quantidade de garagens permitidas em apartamentos a serem construídos nos eixos de transporte – vias com estações de metrô e corredores de ônibus.

A advogada Célia Marcondes, da Sociedade dos Amigos, Moradores e Empreendedores do Bairro Cerqueira César (Samorcc), afirma que o produto final entregue pelos vereadores é inadequado. “Essa lei é uma afronta à sociedade paulistana. Mexe com os bairros consolidados da cidade, sem a anuência de seus moradores, entra em choque com o Plano Diretor e ainda não respeita o direito da população de ser ouvida. Dar três minutos para a gente falar em audiência pública não é abrir um diálogo”, diz.

Além da Samorcc, participam do movimento associações de moradores de bairros como Vila Leopoldina, Parque Continental, Brooklin, Alto da Boa Vista, Campo Belo, Vila Nova Conceição, Alto da Lapa, Vila Anglo e Moema.

Os vereadores Gilberto Natalini (PV) e Ricardo Young (Rede) também já anunciaram que pretendem protestar contra a lei na Justiça. Natalini ressalta que o projeto não contém os perímetros das zonas descritos em forma de texto, o que, segundo ele, fere a Constituição.

Veto

No geral, os moradores pleiteiam o veto à instalação de atividades incômodas perto de suas casas. Eles exigem que a lei traga a lista do que será ou não permitido nas zonas comerciais (ZCORs) criadas ao lado de zonas estritamente residenciais (ZERs).

Por enquanto, apenas três bairros foram oficialmente protegidos de baladas, teatros, bares e restaurantes: City Lapa, Pacaembu e Jardins. A justificativa do governo é que os três são tombados. O Jardim da Saúde também é, mas não teve o mesmo tratamento.

Para representantes da Associação dos Moradores do Brooklin Velho (Sabrove), o novo zoneamento é irregular também porque atende a pedidos de particulares. Eles citam algumas emendas que favorecem um ou outro interessado, mas prejudicam o todo. Uma delas, assinada por quatro vereadores, altera o zoneamento de uma quadra específica no bairro. “É só para atender aos interesses de uma empresa instalada na rua de trás”, afirma o empresário Manoel Lage.

A emenda citada pelo morador altera um trecho pequeno da Rua da Prata, atualmente ZER, onde hoje não existe comércio. Com a troca para ZCOR, uma empresa de água mineral, dona de um terreno com frente para a Avenida Vicente Rao, poderá abrir uma segunda entrada, ou mesmo uma loja ali.

O vereador Ricardo Nunes (PMDB) afirma que a emenda visa a regularizar a situação da empresa e impedir que ela fique à mercê de fiscais. “Essa mudança não provocará prejuízo ao bairro. Além disso, o texto aprovado em primeira votação já previa essa mudança de um lado da rua. Só estendemos para o outro”, diz.

Para Dallari, detalhes como esse podem fazer da ação civil uma peça vitoriosa. “Alguns artigos, não a lei toda, podem ser declarados nulos pela Justiça.”A Prefeitura de São Paulo não comenta a lei porque o texto ainda está em análise e aguarda a sanção do prefeito Fernando Haddad. A previsão é de que seu aval seja dado até o fim do mês.

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