Irlandês acusado de cambismo na Olimpíada é impedido de deixar prisão

O Superior Tribunal de Justiça concedeu liminar, nesta sexta-feira, autorizando a libertação do irlandês Kevin James Mallon, preso por cambismo durante os jogos Olímpicos Rio 2016. No entanto, Mallon permanecia detido neste fim de semana no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, porque não havia tornozeleira eletrônica disponível para seu monitoramento fora da prisão.

O irlandês foi detido no início de agosto, durante uma operação policial que desmontou uma quadrilha que vendia ingressos para a Olimpíada a preços abusivos. O esquema envolvia o Comitê Olímpico da Irlanda e a empresa britânica THG, da qual Mallon era diretor.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), o órgão “vem se esforçando para pagar e cumprir seu compromisso junto aos fornecedores e restabelecer o pronto fornecimento das tornozeleiras”.

Diante da ausência dos dispositivos para monitoramento remoto, cabe à Justiça decidir se Mallon pode sair ou não sem tornozeleira, informou a SEAP.

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Torcedores invadem centro de treinamento do São Paulo e agridem jogadores

São Paulo enfrenta o Coritiba pelo Campeonato Brasileiro neste domingo no Morumbi
AMC

Integrantes de torcidas organizadas do São Paulo Futebol Clube invadiram neste sábado (27) o centro de treinamento do clube, na Barra Funda e, segundo a assessoria de imprensa da agremiação, agrediram jogadores e furtaram materiais esportivos, como camisas de treino e bolas.

Após ser eliminado na semifinal da Copa Libertadores da América, o clube vem fazendo má campanha no Campeonato Brasileiro, estando a 4 pontos da zona de rebaixamento, embora ainda ocupe a 11a posição na tabela, com 27 pontos.

O protesto foi convocado pela Torcida Independente em seu site, na internet. “Só você, torcedor, poderá salvar o São Paulo F. C. da segunda divisão. Chega de aceitarmos uma diretoria corrupta, jogadores chinelinhos que, há anos, vem manchando a nossa história. Se entrarmos na zona de rebaixamento, esse time não terá forças para sair”, dizia o comunicado, que pedia concentração dos torcedores às 9h da manhã de hoje, no Largo do Paissandú, no centro da capital.

Já no site da Dragões da Real, a torcida organizada do clube informou que o protesto de hoje foi “contra os desmandos políticos e a bagunça generalizada que estão afundando o clube”. Segundo a torcida, “jogadores que fazem corpo mole foram hostilizados, sim, mas ninguém foi agredido, como já estão inventando na imprensa para desmerecer a manifestação da torcida”.

Procurada pela Agência Brasil, a Polícia Militar (PM) informou que foi acionada para a ocorrência por volta das 9h40 deste sábado hoje e que, assim que chegou ao centro de treinamento, os torcedores deixaram o local. De acordo com a PM, ninguém foi preso e não houve denúncia de roubos e agressões ou de vandalismo.

O São Paulo, no entanto, informou que os jogadores Wesley, Michel Bastos e Carlinhos foram agredidos, sem gravidade, e que materiais esportivos foram furtados do local.

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Em nota publicada em seu site, o clube disse “que jamais repeliu manifestações espontâneas e autênticas” e que “repudia veementemente a invasão ocorrida nesta manhã no CT da Barra Funda por parte de uma minoria de integrantes de torcidas organizadas, usadas como massa de manobra por pessoas interessadas em desestabilizar o clube”.

“O São Paulo FC já fez todos os contatos e tomou as devidas providências com as autoridades competentes, visando ao pleno esclarecimento e reparação dos danos que a referida ação causou”, diz a nota.

Neste domingo (28), o São Paulo enfrenta o Coritiba pelo Campeonato Brasileiro, no Morumbi, na capital paulista.

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Zona Oeste tem maior oferta de imóveis novos da capital paulista

A zona oeste tem um quinto do estoque de 24,6 mil apartamentos novos à venda em São Paulo, somando lançamentos, unidades na planta, em construção, prontas e entregues. São 5,1 mil imóveis, em que predominam 1,7 mil de um dormitório e 1,4 mil com dois quartos, a tipologia campeã de vendas na capital. “A maior parcela custa de R$ 400 mil a R$ 700 mil”, afirma a diretora geral de atendimento da Lopes, Mirella Parpinelle.

Butantã, delimitado pelo Rio Pinheiros, e Vila Madalena, famosa por sua vida noturna, são extremos na curva de preços. Em média, o custo do metro quadrado sai, respectivamente, por R$ 6,9 mil e R$ 16,9 mil, segundo o painel de mercado da Lopes, que mapeia os projetos lançados nos últimos três anos.

Em 36 meses, a zona oeste cedeu terreno para 127 empreendimentos. São 176 torres, com 14,3 mil novas moradias. Por conta da infraestrutura de serviços e lazer, além dos eixos de transporte com metrô, é a região com o metro quadrado mais caro: R$ 11,8 mil. Na cidade, a média fica em R$ 9,4 mil/m².

Com preço de R$ 400 mil a R$ 699 mil, existem 2,2 mil opções de apartamentos. Um exemplo é o Smiley Home Resort, em construção no Butantã pela Brookfield, com três e quatro dormitórios, área de 77 a 108 m², a partir de R$ 410 mil. Outro é o Smart Vila Madalena, da Gafisa, com um dormitório, de 31 a 40 m², cujo preço mínimo, no site da Abyara, é de R$ 372 mil.

A Brookfield aposta na zona oeste, diz o diretor de incorporação, José de Albuquerque, comentando que já fez “muita coisa na Vila Leopoldina”, bairro onde o estoque sai por R$ 10,5 mil/m². “Temos um grande lançamento com quatro edifícios independentes”, diz, citando o empreendimento Caminhos da Lapa, no terreno da antiga fábrica da Sadia, na Vila Anastácio, que pertence ao distrito da Lapa.

Entre R$ 700 mil e R$ 1,49 milhão, há 1,2 mil unidades. O Place Madalena tem 134 apartamentos com um e dois dormitórios, de 47 e 68 m², e preço inicial de R$ 765 mil, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). No Vista Pompeia, são 44 unidades de três quartos, com 150 m², a partir de R$ 1,4 milhão. Os dois foram lançados em março.

A faixa de preços entre R$ 400 mil e R$ 1,49 milhão engloba dois terços do estoque da zona oeste, onde se destacam Pinheiros e Perdizes. Ambos são classificados entre os três bairros de São Paulo com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido com base nos indicadores de renda, educação e saúde.

“É uma região consolidada, onde a maioria dos bairros são consagrados”, diz Mirella. Em Pinheiros, os imóveis custam em média R$ 16 mil/m². Em Perdizes, saem por R$ 13,3 mil. Em construção, o Brookfield Home Design Pinheiros tem um e dois quartos, 44 a 85 m² e preço a partir de R$ 705 mil. Com área bem maior – de 176 a 316 m² -, o Landscape, em Perdizes, têm quatro dormitórios e preços que vão de R$ 2,6 milhões a R$ 4,9 milhões.

Mirella destaca a Vila Romana, “bairro em expansão, com público já definido”. Ali, o custo é de R$ 11,2 mil/m². Ela fala do lançamento do Mérite, da Exto, com unidades de 164 m². “Planta diferenciada e terraço nivelado com a sala, integrada à cozinha.” E cita o Scene, com três quartos, a R$ 12 mil/m² e tíquete de R$ 900 mil a R$ 1 milhão.

Em seis meses, o tíquete médio dos lançamentos baixou de R$ 775 mil para R$ 748 mil na zona oeste. “Passamos pelo pior momento do mercado”, diz o diretor executivo da Five, André Mouaccad, otimista com este segundo semestre, para dizer que 2017 vai ser melhor. “As vendas voltaram e caiu o número de distratos.”

A zona leste, do outro lado, tem 5,7 mil apartamentos novos à venda, segundo o último balanço do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). É a região da capital que registrou o maior número de projetos do segmento econômico, subsidiado pelo governo com o programa Minha Casa Minha Vida até o teto de R$ 225 mil a unidade.

Em três anos, a zona leste recebeu 21,3 mil apartamentos, de acordo com painel de mercado da Lopes. Foram lançados 141 empreendimentos, cuja maioria (64%) ficou abaixo de R$ 400 mil por unidade. Estão divididos em duas faixas: 34 projetos de perfil popular, até R$ 199 mil, e 54 entre R$ 200 mil e R$ 399 mil.

A demanda por habitações encaixadas no MCMV é enorme, afirma a diretora de incorporações da Atua Construtora, Gil Vasconcelos. “Vendo tudo o que consigo lançar até R$ 225 mil.” Ela garante que um “produto redondo” com esse programa vende fácil. “Para tíquete acima de R$ 300 mil, a velocidade de vendas deu uma caída”, explica.

Na zona leste, o preço mediano do estoque é R$ 7,1 mil/m², segundo o estudo da Lopes, que aponta o maior volume – 3,4 mil apartamentos – para unidades com dois dormitórios. A curva de preços varia de R$ 3,7 mil/m² no Itaim Paulista até R$ 10 mil no Jardim Anália Franco.

Até R$ 225 mil é a faixa mais aquecida do mercado, diz o vice-presidente de habitação econômica do Secovi/SP, Rodrigo Luna, que é sócio da Plano & Plano. “A crise traz dificuldade no que diz respeito às linhas de financiamento, mas essa faixa é preservada pela manutenção do MCMV.”

O estudo da Lopes aponta Guaianases (R$ 3,8 mil) e Itaquera (R$ 5 mil) entre os menores preços da zona leste. Já Vila Prudente (R$ 6,7 mil), Belém (R$ 7 mil), Mooca (R$ 8 mil) e Tatuapé (8,7 mil) têm o metro quadrado mais caro.

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Sem dinheiro, Comitê Rio-2016 corta dezenas de funcionários

A crise financeira nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro gerou a demissão de dezenas de funcionários, que também trabalhariam para a Paralimpíada em setembro. Em alguns departamentos, a reportagem do Broadcast apurou que os cortes chegarão a 40%. Nos últimos dias, negociações garantiram a injeção de recursos públicos para resgatar a Paralimpíada, depois que parte das verbas foram usados para preencher o rombo na Olimpíada.

Nesta negociação ficou estabelecido que a Paralimpíada seria enxugada. Na condição de anonimato, funcionários confirmaram à reportagem que foram informados apenas nesta semana de que não teriam trabalho a partir de segunda-feira, ainda que originalmente o entendimento era de que ficariam até o final de setembro, para atender também aos Jogos Paralímpicos.

“Fomos informados nesta semana que estamos dispensados depois do encerramento”, disse uma das funcionárias, que aguarda até segunda-feira para saber quanto será paga. “Nosso contrato vai até final de setembro. Mas ninguém nos disse se o contrato vai ser simplesmente suspenso ou se ganharemos uma parte”, disse. “O que eu sei é que segunda-feira eu estou desempregada”, afirmou.

Assim como ela, dezenas de outras pessoas no Parque Olímpico foram informadas apenas nesta semana que os contratos serão suspensos. “Eu sou do interior do estado do Rio. Vim para cá e aluguei um lugar para ficar até o final de setembro. Quem é que vai pagar pelo mês de aluguel?”, questionou.

Fontes que participaram das negociações confirmaram à reportagem que se chegou a falar abertamente no cancelamento de diversas modalidades, o que acabou sendo evitado graças ao aporte de dinheiro público.

A falta de dinheiro levará ao fechamento de diversas instalações, demissões e a transferência de competições para outros lugares, com o objetivo de “maximizar os recursos”. O número de ingressos para a Paralimpíada também será fortemente cortado, de 3,4 milhões para apenas 2 milhões.

Até agora, apenas 12% dos ingressos foram vendidos e, numa esperança de atrair pessoas aos locais dos eventos, os organizadores avaliam tornar gratuita a entrada ao Parque na Barra da Tijuca. Ali, cada um pagaria para ir aos eventos específicos.

Não por acaso, o Comitê Paralímpico Internacional (CPI) afirma que o evento no Rio de Janeiro em setembro será “o mais difícil jamais realizado” em mais de 50 anos da competição.

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Um ano após aparecer como prostituta em cartazes, jovem está sem trabalho e ainda sofre com mensagens

Bruna Brito ainda não conseguiu retomar sua rotina após cartaz
Reprodução/Facebook

Foram quatro meses afastada do trabalho. Com depressão após ser vítima de difamação e ver cartazes espalhados pelas ruas do bairro onde trabalhava como analista financeira com sua foto anunciando uma promoção de seus serviços como garota de programa, a vida da estudante Bruna Brito, 24 anos, mudou. Ela parou de estudar e de trabalhar, começou a tomar remédio e fazer acompanhamento psicológico.

Após iniciar o tratamento e melhorar do trauma psicológico, a jovem foi considerada apta a voltar ao trabalho e disse que estava animada para isso — mesmo sabendo que a principal suspeita da polícia era de que o cartaz tinha sido feito por alguém da empresa. No entanto, seu retorno não foi aprovado.

— Fui liberada pelo INSS para trabalhar e a empresa não deixou, mas não me mandou embora. Estou desde outubro sem receber. Eu fiquei muito mal porque eu sempre vestia muita a camisa da empresa, sempre gostei de trabalhar lá e fiquei muito abalada quando falaram que eu não ia voltar.

Segundo Anderson Tavares Brito dos Santos, advogado da jovem, houve uma divergência entre os médicos envolvidos no caso. O perito do INSS aprovou o retorno ao trabalho, mas o médico da empresa discordou do laudo e disse que ela ainda não tinha condições de retomar as atividades. Com as decisões diferentes, Bruna ficou sem permissão para voltar, mas também não conseguiu continuar afastada. Desde então, ela entrou com um processo contra a empresa e não conseguiu arranjar outro trabalho.

— Na época eu queria até voltar [para o antigo trabalho] porque sempre gostei muito, mas essa postura me machucou muito. Agora quero que me mandem embora. Entrei com processo e estou com uma dívida enorme na faculdade. Tudo o que aconteceu não me causou apenas um dano emocional e social, mas financeiro também, bagunçou toda a minha vida.

As mensalidades da faculdade deixaram de ser pagas no início deste ano, segundo ela. Estudante do 4º semestre de fisioterapia, ela espera conseguir algum acordo com a universidade para conseguir continuar na instituição com esse atraso no pagamento.

— Vou hoje mesmo conversar na faculdade para ver como podem me ajudar e eles [empresa] não estão nem aí. Não me deixam voltar e não me mandam embora.

Além de ter que lidar com o problema financeiro, os telefones e o nome completo da jovem foram divulgados no anúncio, em maio de 2015, e até hoje, mais de um ano depois, ela ainda recebe mensagens. Em abril, por exemplo, um homem mandou o seguinte recado: “Vi seus serviços e gostaria de contratá-los. Os preços continuam os mesmos?”. Em maio, outro rapaz questionou a veracidade do cartaz: “Vi seu anuncio. Procede?”.

— Fico sem reação, me machuca.

Mas ignora as mensagens. Guarda como possíveis provas de que ainda sofre com isso, mas não responde nenhum contato. A jovem sabe que as imagens dos cartazes ainda circulam e tenta não se abater com a situação.

— Até hoje me sinto mal. Eu fico insegura e com medo, com vergonha da pessoa ter visto o cartaz.

A jovem continua fazendo acompanhamento psicológico uma vez por mês e ainda convive com a espera e a incerteza. O processo criminal corre em segredo de Justiça e Anderson Tavares Brito dos Santos informou apenas que uma nova suspeita será ouvida em breve. Já o processo contra a empresa continua em andamento — sem acordo na primeira audiência, um novo encontro foi agendado para fevereiro de 2017, o que indica que a situação trabalhista da jovem continuará em suspenso pelo menos até o início do ano que vem. Segundo Bruna, algumas pessoas da empresa prestaram depoimento no ano passado, mas desde o ocorrido ninguém do setor foi demitido. Em nota, a empresa informou que prestou “todo apoio possível” para Bruna que “por iniciativa própria, apresentou o caso à Justiça. Desta forma, nos pronunciaremos dentro do âmbito em que o caso está sendo discutido”. Bruna continua na espera.

— Minha esperança é que as pessoas sejam desmascaradas logo, que a empresa me mande embora e me pague os atrasados. Está muito difícil, vejo como minha mãe está sofrendo. Não vejo a hora disso tudo acabar e me resolver financeiramente. Não vejo a hora disso acabar.

 

 

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SP paga R$ 540 mil por vídeo não usado do Teatro Municipal

Com duração entre 30 segundos e 3 minutos, as produções mostram o trabalho por trás dos palcos
Daia Oliver/R7

A gestão Fernando Haddad (PT) pagou R$ 540 mil por vídeos institucionais para a televisão, anúncios para emissoras de rádio e um minidocumentário do Teatro Municipal nunca veiculados na mídia. Há um ano, o material foi finalizado e entregue à Prefeitura, que aprovou e posteriormente engavetou a produção, apesar de manter os pagamentos. O contrato está sob investigação no Ministério Público Estadual.

O jornal O Estado de S. Paulo achou parte da produção na internet. Sem nenhum alarde, a Fundação Theatro Municipal de São Paulo publicou os seis vídeos produzidos pela Olhar Imaginário no YouTube, no dia 4 de julho deste ano. A apresentação da campanha, segundo o diretor dos filmes, o cineasta Toni Venturi, foi feita em 25 de julho do ano passado diretamente ao prefeito Fernando Haddad e à equipe da fundação, incluindo o ex-diretor José Luiz Herência e o maestro John Neschling. Todos teriam elogiado e aprovado o serviço.

Com duração entre 30 segundos e 3 minutos, as produções mostram o trabalho por trás dos palcos, com destaque para a capacitação da Orquestra Sinfônica Municipal, os ensaios do Balé da Cidade e o trabalho da Escola Municipal de Música. Até as 19h desta sexta-feira (12), todos os vídeos somavam apenas 606 visualizações.

Assinado em maio de 2015 pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Gestão Cultural), organização social que faz a gestão da casa de espetáculos, o contrato já foi encerrado e inteiramente quitado. Documentos obtidos pela reportagem mostram que o preço cobrado foi dividido em seis parcelas, nos valores de R$ 216 mil, R$ 108 mil, R$ 54 mil, R$ 46 mil, R$ 54 mil e R$ 62 mil. O último pagamento foi feito em janeiro deste ano.

Para o advogado Floriano Azevedo Marques, especialista em Direito Público, trata-se de inegável desperdício de dinheiro público. “Em tese, após averiguadas as razões e confirmada a perda do patrimônio público, esse fato pode caracterizar improbidade administrativa”, diz. “Se o recurso gasto não foi aplicado conforme o planejado é porque houve desvio de finalidade na origem ou dilapidação do uso”, completa. A Promotoria do Patrimônio Público já apura possível participação de agentes públicos na condução do contrato.

Câmara aprova CPI para investigar contratos do Teatro Municipal

Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades na gestão do teatro, o vereador Quito Formiga (PSDB) afirma que os responsáveis terão de explicar o motivo de terem contratado um serviço que posteriormente não foi utilizado. “E também por que publicaram o conteúdo na internet sem avisar ninguém”, diz.

Silêncio

Em nota, a Fundação Theatro Municipal informou não poder comentar a decisão de publicar o material no YouTube somente no mês passado. O silêncio do órgão será mantido até o fim do processo de intervenção — após a revelação da existência de um esquema de corrupção que teria desviado ao menos R$ 15 milhões do teatro desde 2013, um novo diretor foi nomeado para tomar conta da fundação: Paulo Dallari, que substituiu Herência, réu confesso.

Os negócios firmados com a produtora de Venturi também compõem o escopo de investigações do Ministério Público. O esquema teria funcionado entre 2013 e 2015 com base na contratação de espetáculos superfaturados e uso de notas frias.

Ex-diretor-geral da Fundação Theatro Municipal, Herência assumiu ter desviado R$ 6 milhões e firmou acordo de delação premiada, no qual acusa Neschling de participação e ao menos outras duas pessoas: o ex-diretor do IBGC William Nacked e o secretário municipal de Comunicação, Nunzio Briguglio Filho.

Desorganização

Toni Venturi afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que desconhece os motivos pelos quais a Prefeitura desistiu de veicular os vídeos produzidos por ele no ano passado, mas acredita que isso tenha ocorrido em função da “desorganização administrativa que já reinava por lá (na Fundação Theatro Municipal)”. Segundo o cineasta, o material foi entregue ao IBGC no dia 4 de agosto de 2015, cerca de três meses após a assinatura do contrato.

Todas as encomendas – os cinco vídeos institucionais, o minidocumentário e os cinco anúncios de rádio – foram finalizadas em conjunto. “Além desses produtos que constavam em contrato, foram também entregues duas obras extras: um clipe do Balé da Cidade e outro do Coral Paulistano Mario de Andrade”, afirma Venturi.

O cineasta disse que produziu os clipes a mais “por livre e espontânea vontade”, em função da disponibilidade e da beleza do material captado. “O prefeito (Haddad) se emocionou com o clipe do Coral Paulistano, que executa Inspiração, de Mario de Andrade sobre a cidade de São Paulo”, comenta.

Motivacional

A campanha tinha a intenção de mostrar à população a importância do trabalho artístico realizado pelos corpos estáveis, como também das escolas municipais de dança e música, sob a gestão da Fundação Theatro Municipal. O pedido, de acordo com Venturi, era fazer uma campanha motivacional e de autoestima, que levasse em consideração a qualidade dos espetáculos da temporada lírica.

“Empenhei-me muito neste trabalho, passei dois meses mergulhado nos bastidores dos corpos artísticos e isso foi um privilégio. Pena que o resultado das obras ainda não foi aproveitado e aconteceu no crepúsculo de uma gestão fraudulenta, causando todos esses desconfortos”, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Cirurgião Ivo Pitanguy morre aos 93 anos

O cirurgião plástico Ivo Pitanguy, de 93 anos, faleceu neste sábado no Rio. Pitanguy vinha tendo problemas de saúde desde o ano passado. Na véspera da sua morte, participou do revezamento da tocha olímpica dos Jogos Olímpicos do Rio, em cadeira de rodas

Considerado o maior cirurgião plástico do País e um dos maiores do mundo, Pitanguy era patrono da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro honorário da American Society of Plastic Surgery (AISAPS) e da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Pitanguy deixa a esposa Marilu, quatro filhos e cinco netos. Formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Faculdade Nacional de Medicina, hoje pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pitanguy iniciou sua formação na cirurgia plástica no fim dos anos 1940, quando foi cirurgião residente do Serviço do Professor John Longacre, no Bethesda Hospital, em Cincinatti, nos Estados Unidos.

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Rodovias que cruzam SP apresentam poucos pontos de lentidão neste sábado

São Paulo, 06/08/2016 – Na rodovia Presidente Dutra, há tráfego esta manhã na pista sentido São Paulo-Rio de Janeiro, na altura de São José dos Campos, entre os quilômetros 146 e 149, devido a um acidente. Também por causa de acidente, a pista marginal da via Anchieta apresenta fluxo lento no sentido litoral, entre os quilômetros 12 e 13. Nos demais trechos do sistema Anchieta-Imigrantes o tráfego é normal. O tempo e a visibilidade são bons. O sistema Anchieta-Imigrantes está em operação normal, com a descida dos veículos ao litoral feita pelas pistas sul e a subida, pelas pistas norte.

Na rodovia Fernão Dias não há lentidão em nenhum dos sentidos, São Paulo e Belo Horizonte. O tráfego também está normal no sistema Anhanguera-Bandeirantes.

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Uma em cada quatro pessoas em Porto Rico pode ser infectada com zika em 2016

A velocidade com que o vírus zika está se espalhando em Puerto Rico acelerou bruscamente, de acordo com novos dados federais, o que complica os esforços de impedir que milhares de mulheres grávidas sejam contaminadas. De acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), uma em cada quatro pessoas na ilha pode ser infectada com o vírus zika até o final deste ano.

Os dados mostram que o vírus se espalhou no final da primavera e início do verão, uma estação ideal para o mosquito de proliferar. “Aconteceu o que temíamos”, disse Tom Frieden, diretor do CDC. “É muito importante que todos os que se preocupam com Porto Rico entendam o grave problema que a ilha está enfrentando”.

“Precisamos começar a se preparar para cuidar de recém-nascidos com microcefalia”, acrescentou.

Segundo o último relatório do CDC, o vírus zika se espalhou praticamente a todos os cantos da ilha, com casos notificados em 77 dos 78 municípios. Autoridades identificaram 5.582 casos de zika entre novembro de 2015, quando o vírus chegou à ilha, até 7 de julho. Isso inclui 672 mulheres grávidas. Mais de metade dos casos totais foram diagnosticados entre o final de maio e início de julho, de acordo com dados do Departamento de Saúde de Porto Rico.

Os dados têm preocupado as autoridades dos EUA. Na sexta-feira (29), o governador da Flórida, Rick Scott, afirmou que quatro pessoas na área de Miami provavelmente são as primeiras a terem sido infectadas com zika por mosquitos no território dos Estados Unidos. Scott afirmou que nenhum mosquito na Flórida teve teste positivo para zika, mas o Departamento de Saúde estadual disse acreditar que há “transmissão ativa do vírus da zika” em uma área ao norte do centro de Miami. Fonte: Associated Press

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AACD comemora 66 anos com palestra do empreendedor Ricardo Bellino

Para celebrar o aniversário de 66 anos de sua fundação, a Associação de Assistência à Criança com Deficiência (AACD) fará um evento especial no dia 4 de agosto, com a palestra “Transformando o não em porque não?”, que será proferida pelo empresário Ricardo Bellino, fundador da Escola da Vida. A renda dos ingressos vendidos para a palestra, que ocorrerá no teatro WTC, a partir das 19 horas, será revertida para a Instituição.

Na palestra, o empreendedor, que é autor de vários livros, dentre eles o “Escola da Vida”, que será um bônus para quem participar do evento, promete ensinar as pessoas a vencerem os seus limites. “Por meio desse evento conseguiremos chamar atenção de milhares de pessoas para a importância de mudarmos de atitude, deixando de lado muletas e cadeiras de rodas invisíveis criadas em nossa imaginação para encobrir nossos problemas existenciais e apoiar a resolução dos problemas reais de milhões de pessoas com deficiência física em nosso País”, afirma Bellino.

As vagas para a palestra são limitadas e os ingressos podem ser adquiridos no site www.escoladavida.com.br/aacd66anos. Bob Floriano será o mestre de cerimônia responsável por conduzir o evento, que contará também com a participação do professor Antônio Carbonari, atual membro do Conselho Nacional de Educação.

Para o Superintendente de Captação de Recursos e Marketing da AACD, Angelo Franzão, o evento será especial por enaltecer o que a Instituição tem desenvolvido e ainda reverterá renda para a própria AACD, que vem sofrendo com uma queda de cerca de 30% em suas doações. “Contar com a colaboração do Ricardo Bellino abrilhantará ainda mais essa celebração”, destaca Franzão.

A AACD é uma Instituição filantrópica e sem fins lucrativos, presidida por Regina Helena Scripilliti Velloso, que tem como crença o estabelecimento de uma sociedade que convive com as diferenças, reconhecendo em cada indivíduo sua capacidade de evoluir e contribuir para um mundo mais humano.

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